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24/05/2011

RUSH - QUANTO MAIS PERTO DA MORTE, MAIS VIVO VOCÊ SE SENTE

 by Daniel Gimenes


Rush – Quanto mais perto da morte, mais vivo você se sente


Dirigido por Ron Howard, filme sobre a rivalidade entre o inglês James Hunt e o austríaco Niki Lauda em 1976 já nasceu clássico.

 

Os filmes sobre corridas e velocidade perderam o fôlego no cinema até o final dos anos da década de 1990, mas a partir do novo milênio, excelentes produções e outras nem tanto, fizeram renascer os carros para a telona. A Fórmula 1 estava um tanto quanto fora das novas produções, até o filme “Senna” estrear em 2011, e agora uma nova película abre perspectivas para que novas produções sejam realizadas, porém, desde já, repetir o sucesso de “Rush – No Limite da Emoção”, não será tarefa fácil.

 

Para os fãs de velocidade o enredo é familiar, por se tratar do ano em que o austríaco Niki Lauda da Ferrari, favorito para o título da temporada, sofreu um grave acidente no autódromo de Nurburgring, na Alemanha, onde a sua Ferrari foi consumida pelas chamas, assim como o piloto, que fora resgatado dos destroços e do fogo pelos próprios colegas de profissão, dentre eles o brasileiro Emerson Fittipaldi, que competia pela Copersucar naquele ano, cedendo o lugar na McLaren para o inglês James Hunt.

 

Hunt, um playboy assumido, que gostava de viver em gozo pleno todos os prazeres que a vida poderia lhe proporcionar, incluindo álcool, drogas e mulheres, era a antítese de um piloto profissional, aliás, o fato dele ser piloto de Fórmula 1 já era surpreendente. Lauda, o extremo oposto de Hunt, pouco dado a festas, reservado e extremamente profissional, seria o campeão daquela temporada, em que Hunt aproveitou da sua ausência das pistas para vencer provas e subir na tabela de pontuação, conquistando o título no GP do Japão, após Lauda já ter retornado às pistas, com os ferimentos ainda em processo inicial de cicatrização, se recusar a correr debaixo de chuva, e optar desta vez pela sua vida, ao invés do troféu de 1976.

 

Hunt foi o campeão, e nunca mais brilhou como em 1976. Lauda ainda venceria mais dois campeonatos, se aposentando como tricampeão mundial. A luta da vida contra a morte, da coragem contra a cautela, da boa vida contra o profissionalismo, enfim, a representação da vida de cada um de nós, cada uma em certo grau, está representada no filme, que estreou em todo o planeta na última sexta-feira.

 

Morrer ou viver próximo da morte não é escolha, é a realidade humana.

 

Gasolina na veia galera!

 

 

 

por Katia Hashimoto


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